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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cleber Pereira (Sporting)

A base do Sporting é recheada de brasileiros. Depois de Guilherme Celestino e Farley Rosa é a vez de Cléber Pereira.  O atacante da equipe júnior poderá, ainda esse ano, subir para o elenco profissional. Se mantiver o bom trabalho, é possível que essa oportunidade chegue em breve, já que o clube procura um atacante depois que perdeu Liedson para o Corinthians.

Sob o comando de José Lima, ex-atleta do clube, Cléber Pereira vem jogando com regularidade. Embora o time de Alvalade tenha terminado na segunda posição do Campeonato Júnior em Portugal, atrás do Benfica, conseguiu a classificação para a segunda fase. Cléber está no segundo ano de juniores e  participou do título da equipe sub-20 na última temporada .

Em Alcochete desde 2009, o jogador é natural da Vila Kennedy, bairro do Rio de Janeiro onde também viveu Eduardo da Silva, brasileiro naturalizado croata e que atua na Ucrânia. Por curiosidade, foi o irmão de Eduardo que levou Cléber para Portugal, o ajudando em muitas oportunidades.

No Brasil, o jovem começou no CFZ. Passou três anos no Botafogo e, depois, perambulou por Estácio e Vasco. Seu perfil, define ele, é parecido com o de Adriano, seu grande espelho. “Meu ídolo primeiro é Deus e depois Adriano, o Imperador. Gosto dele e tenho um estilo de jogo parecido com o dele”, disse o atleta.

Distante da família, o jogador mora no alojamento do clube. Com outros brasileiros no elenco, entre eles seu companheiro de ataque, Matheus Bissi, Cléber pretende continuar na Europa, porém não descarta uma volta ao país. “Ainda é cedo para voltar, mas se vier uma boa proposta pretendo ir”, admitiu o atleta.

No último ano da categoria, Cléber Pereira precisa manter a regularidade para conseguir uma grande chance no Sporting - seu maior desafio é a fase final do campeonato de juniores, que começa no próximo dia 19. Na chave dos Leões, avançaram Benfica, Naval e União de Leira. Do outro lado, passaram Porto, Vitória de Guimarães, Braga e Gondomar. Todos brigam pelo título. Cléber para ser profissional.

Nome: Cléber Willian Pereira da Silva
Posição: atacante
Clube: Sporting (por)
Data de nascimento: / /92

* matéria veiculada no site Olheiros

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Roni Temporini (Ex-Catania)

Com passagens pela seleção brasileira sub-18, o vascaíno Roni já teve uma passagem pelo futebol italiano. O jogador que saiu das divisões de base do Campo Grande, esteve na Itália atuando no Catania. Como não deu certo, ele voltou para o Brasil, direto para o clube cruzmaltino. Confira esse rápido bate papo.

BrBase: Como foi a experiência em Catania?

Roni: experiência boa, estava treinando no meio dos profissionais , buscando um objetivo de vida. Tive muitas difiiculdades como aprender a lingua deles e a saudade.

BrBase: Você foi quando?

Roni: Em 2008, fiquei o ano todo lá.
Roni treinando com o profissional
Brbase: Porque não deu certo na Itália?

Roni: Vim embora para passar natal, o vasco tinha interesse e por causas de dificuldades o empresario achou melhor ficar no Brasil.

BrBase:Viu muita diferença do Catania, em termos de estrutura, com as do Brasil?

Roni: Todo time de fora oferece coisas boas a estrangeiros. A estrutura era boa, academia bem equipada, bons campos para treinamentos.

BrBase: Você morava onde na Itália?

Roni: Centro de Catania, não era no alojamento do clube e sim numa casa que o clube nos forneceu.
Na seleção ao lado de Matheus Carvalho, do Fluminense
BrBase: Era só você?

Roni: Não, tinha um outro brasileiro também. O Natan que hoje joga no juvenil do Naútico.

BrBase:Tem vontade de voltar à Europa?

Roni: Pretendo sim , todo jogador hoje em dia tem um sonho e vontade de jogar em um time de boa estrutura fora do país, pretendo ter oportunidade sim.
Nome: Roni Carlo Temporini
Posição: zagueiro
Clube por onde passou na base: Catania (ita)
Data de nascimento: / /92 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

* Juarez Fischer: "Sou contra a saída precoce pelos seguintes motivos"

A saída de atletas para o exterior, ainda com idade de categorias de base, é um assunto muito complexo perante as diversas situações envolvidas no contexto. Sou contra a saída precoce pelos seguintes motivos: a imaturidade do atleta, a interrupção do processo de formação e a falta de uma identidade de futebol (conquistas, campeonatos, torneios, histórico).
A imaturidade do atleta se faz presente nas situações de adaptação aos novos hábitos (alimentação, clima e língua) e nas situações de jogo (comunicação, entendimento tático e estilo de jogo). A interrupção do processo de formação faz com que o atleta deixe o país sem algumas referências básicas para obter sucesso no futebol europeu.

No entanto, compreendo quando a saída se dá por motivo financeiro do clube formador (negociação), pela mudança de vida da família do jogador e pela oportunidade de espaço em outro mercado que não o brasileiro, onde a concorrência é muito alta.

* Juarez Fischer é observador técnico e já trabalhou, entre vários lugares, no Grêmio e Vasco.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Alípio Brandão (Benfica)

Portugal sempre faz aquisições no mercado brasileiro, principalmente as equipes de menor nível. E na base isso acontece. Para um jogador chegar a uma das três principais forças do país, primeiro tem que se destacar pelos times de menor expressão. O brasileiro Alípio Brandão chegou ao Rio Ave, foi contratado pelo Real Madrid e hoje pertence ao Benfica sub-19.

Natural de Brasília, o atacante nunca conheceu o pai e perdeu a mãe quando tinha 10 anos de idade. Coube ao "irmão de coração" tomar a guarda de Alípio. Hélber, muito amigo do jogador, era dono de uma escolina no estado e em 2006, o poderoso Jorge Mendes, português da empresa Gestifute, que comanda o mercado português se encantou pelo garoto e o levou a terras lusitanas.



Com apenas 14 anos Alípio chegou à Portugal e logo nos três primeiros jogos foram cinco gols. Seu irmão também ganhou um cargo de treinador nas escolinhas do clube. O encanto pelo jogador rodeou a Europa e algumas sondagens apareceram, entre elas uma proposta oficial do Real Madrid.

Em meados de novembro de 2008, o jogador chegou ao Santiago Bernabeu, transitando entre as categorias do Real Madrid "B", "C" e juvenis. Ficou até 2010, quando esteve envolvido numa troca com Dí Maria. Vieram dois de Madrid em troca do argentino. O jovem de muito talento e um pouco de fragilidade fisíca se encontra no time de juniores dirigido por João Santos.

Nesta temporada o jovem realizou apenas cinco jogos, já marcando três gols. Na última partida contra o Almancil, o jogador começou como titular e ajudou o clube na vitória por 1 a 0. Fez o trio ofensivo com o Diogo Caramelo, que fez o gol, e Miguel Herlein.

Nome: Alípio Duarte Brandão
Posição: atacante
Clube: Benfica (por)
Data de nascimento: / /92

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Caio Werneck (Roma)

A Roma sempre apostou em brasileiros nos últimos anos. Na atual temporada, só perde para a Internazionale. Esse crédito dado aos craques tupiniquins fomentou a ideia de o clube italiano realizar uma espécie de “peneira” no país. Por isso, em 2009, foi realizada a primeira  "Roma Campus” em gramados brasucas. De prêmio, o vencedor ganharia um teste na Itália. Caio Werneck, de apenas 9 anos de idade, foi o premiado. O fato foi um “boom” na imprensa esportiva.

O técnico da categoria sub-9 romanista gostou do que viu e o menino foi aprovado, passando a ser oficialmente da Roma - sem contrato, já que a legislação não permite. O pai Israel era jogador amador na Itália e diz que o filho sempre pensava em atuar na equipe, mas ele era ainda muito jovem. Contudo, quando surgiu o “Campus”, realizado em Nogueira, perto de Petrópolis, o pai coruja levou o filho. O resto é história.

Nas categorias mais inferiores, as equipes jogam com apenas sete garotos, num campo reduzido e com duração menor dos tempos da partida. Atuando como zagueiro, Caio já demonstra personalidade em campo e muita liderança. O menino mora sozinho na Itália, no alojamento do clube, conhecido como Trigoria. Como todas as categorias treinam no mesmo local, Caio conhece a maioria dos jogadores brasileiros do profissional, porém seu grande ídolo é o francês Mexès.

Começo precoce

Ele começou aos 5 anos de idade, nas escolinhas do Sport, time de Juiz de Fora, como atacante, e aos poucos foi sendo recuado até chegar à zaga. O menino divide seu tempo entre as aulas, em tempo integral, e os treinos de futebol. Nesta categoria, chamada de Pulcini, e até os 12 anos de idade, os times disputam apenas torneios locais.

Caio é o único estrangeiro da equipe e continua jogando bem. “O Caio vai muito bem, continua tendo o apoio do treinador, que gosta muito do futebol dele – atualmente na categoria sub-11 - e recentemente esteve aqui uma televisão do Japão que pediu diretamente à Roma uma entrevista com o garoto”, conta o pai.

O fato ocorreu no final do ano passado e a televisão japonesa fazia uma matéria com jogadores que atuam no exterior. O diretor do clube brincou, dizendo que isso é difícil para um menino da idade dele. “ O Bruno Conti disse que esse tipo de pedido de entrevista sempre acontece para os jogadores do profissional, jamais para um garoto do sub-11”, acrescenta. Na ocasião, Caio foi presenteado com uma câmera digital pelos japoneses.

O cartaz de Caio é tão grande que em dezembro, alguns representantes, entre eles o brasileiro Ricardo Perlingeiro, que é funcionário do clube, estiveram na cidade de Juiz de Fora, onde o garoto nasceu, para tentar fazer uma parceria com a agremiação. O acordo deve sair em breve. É esperar para ver.

Nome: Caio Werneck
Posição: zagueiro
Clube: Roma (ita)
Data de nascimento: / /99

*matéria veiculada no site Olheiros

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Guilherme Celestino (Sporting)

Celestino é um dos mais jovens brasileiros do clube, pertence a categoria sub-15, onde joga com atletas de nome como Vladimir Stojkovic, goleiro, sobrinho do Sérvio que atua no profissional e de José Postiga, atacante irmão de Hélder Postiga. Porém sua habilidade o torna mais importantes que estes atletas nomeados.

Natural de Mirassol, São Paulo, o garoto foi com os pais e com o irmão, que também é jogador Titular do time dirigido por Luís Gonçalves, o brasileiro chegou à Portugal com quatro anos de idade. Antes de ingressar nas fileiras do Sporting passou pelo União de Leiria, onde ficou sendo observado pelos olheiros de Alvalade.

Entretanto, antes de se tornar jogador de futebol, Guilherme quase foi parar no atletismo, mas acabou escolhendo o  futebol. “Como sou rápido o treinador de atletismo aqui de Portugal me convidou para praticar atletismo, mas como eu gosto mais de futebol , optei  por ele. Cheguei até fazer algumas corridas e ganhei”, conta o jogador.

Volante de origem, o jovem tem como principal característica a versatilidade, fator que o coloca a frente dos demais jogadores do clube. Ele já jogou como zagueiro e meia, e atua quando há necessidade. Bom toque de bola e boa visão de jogo. Tem um pé direito calibrado sabendo bater na bola como poucos.

Os pais já estão em Portugal há dez anos, porém o jogador vive na academia do clube, visto que como eles moram longe, e o gasto é grande de combustível, Guilherme mora outros atletas  do Sporting. Divide o quarto com outros três jogadores, mas nenhum brasileiro.


Guilherme recebe prêmio das mãos de Aurélio Pereira (homem que descobriu Cristiano Ronaldo)

“Eu divido o quarto com outros dois portugueses e mais um jogador de Guiné. No clube tem jogador da França, Inglaterra, Romênia é bom que nós conversamos tudo em português” contou o jogador. Já com descedência portuguesa o jogador sonha em jogar pelo Brasil, mas não descarta jogar por Portugal. “O meu sonho é jogar na Seleção Brasileira, estou trabalhando no Sporting , se vier o convite porque não?

Nome: Guilherme Lailon Celestino
Posição: meia
Clube: Sporting (por)
Data de nascimento: / /96

*matéria veiculada no site Olheiros.

Feliz 2011 para os nossos leitores

Olá amigos,

obrigado por nos acompanhar neste ano de 2010, e que em 2011 tenha novos conteúdos para nossos leitores. Como presente estamos com uma parceria com o site Olheiros, site especializado na cobertura de futebol de base. O texto do Brasileiros da Base será apresentado duas vezes por mês na seção chamada "Brasileirinhos pelo mundo". Convido vocês a lerem, tanto no Br da Base quanto no Olheiros. O primeiro nome desta parceria é de Guilherme Celestino, uma das promessas do time infantil do Sporting.

http://www.olheiros.net/

http://www.brasileirosdabase.blogspot.com/

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Exclusiva: funcionário da Roma esteve em Juiz de Fora (MG) para possível parceria

O funcionário da Roma, tradicional clube italiano, Ricardo Perlingeiro, esteve na cidade de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, para uma possível parceria entre o clube romano e um clube local. A Intenção de Perlingeiro é abrir uma filial do time italiano no Brasil. Juiz de Fora foi escolhida por ser a casa de Caio Werneck, brasileiro de 10 anos que atua nas divisões de base do clube.

O jogador foi aprovado em umas das "Campus", espécie de peneira, que o clube realiza no Brasil. O clube visitado foi o Sport, por intermédio do pai do garoto que é frequentador do local. Outro ambiente que Perlingeiro visitou foi o Tupynambás que está com o departamento de futebol disputando apenas jogos locais, ao contrário do Sport que disputa campeonatos estaduais.

Perlingeiro é um dos coordenadores da AS Roma Campus Brasil e há seis anos vem atuando como treinador das categorias de base do time italiano. Recentemente ele participou do treinamento do As Roma Campus em diversos paises na Europa tais como Itália, Áustria e Alemanha. Tem dez anos de experiência profissional na Itália

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Daniel Bessa (Inter de Milão)

Para encerrar as atividades do ano, e desde já agradeço aqueles que visitam o blog e contribuem para que a audiência fique cada vez maior, irei falar sobre Daniel Bessa, camisa 10 do time júnior da Inter Milão. O jogador que é de Curitiba e que começou no futsal, passou pelo Coritiba e pelo Atlético Paranaense, antes que olheiros da Inter observaram o jogador.

O armador é títular absoluto no time 4-3-1-2 de Fúlvio Pea. Bessa faz a ligação entre o meio e o ataque. Com boa técnica e visão de jogo apurada o jogador tem dupla cidadania. Está na Inter quase três anos. E já foi convocado para uma fase de treinamentos da Seleção Italiana sub-18. Na temporada 09/10, ainda na categoria Allievi Nazionali, o meia marcou nove gols, sendo sete nos primeiros nove jogos. Nesta temporada não marcou tantos gols, mas é de longe um dos mais importantes do clube.



Neste link http://www.olheiros.net/artigo/ler/2403/o_proximo_da_fila o jornalista do Olheiros, Pedro Venâncio, fez uma coluna sobre Daniel. Clique para saber mais sobre o atleta.

Nome: Daniel Sartori Bessa
Posição: meia
Clube: Inter de Milão (ita)
Data de nascimento: / /93

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Jefferson Souza (Ex-Chievo)

A Itália é um grande importador de jovens jogadores brasileiro, atrevo a dizer que é até maior que Portugal. Nesta segunda entrevista conversei com um ex-jogador do Chievo. Ele jogou 5 anos no time de Verona. Começou na base e subiu para o profissional , porém o contrato acabou este ano e nao renovou. No Brasil chegou a jogar por Ipatinga e Mirassol. Confira um pouco mais sobre este atleta natural de Cuiabá, Mato Grosso.

BrBase: Como foi parar no Chievo?

Jefferson: Empresario italiano me viu e me levou para o Chievo

BrBase: Ele te viu jogando por qual equipe?

Jefferson: Pela seleçao mato grossense que foi disputar um campeonato no rio grande do sul.

BrBase: Como quantos anos você foi para a Itália?

Jefferson: 17.

BrBase: Qual foi o empresário que te levou?

Jefferson: Giuseppe Zanetti.

BrBase: Ele ainda continua te empresariando?

Jefferson: nao, troquei de empresario agora , com minha volta ao Brasil.

BrBase: Pretende voltar a Europa?

Jefferson: Pretendo, mas tive especulações de alguns clubes dos Emirados Árabes Unidos, então não sei se volto para a Europa de imediato, mas meu plano de carreira é voltar para lá.
BrBase: Como foi lá na Itália?

Jefferson: Foi otimo! cresci muito, profissionalmente e amadureci pessoalmente. me adaptei com facilidade, a lingua nao é muito dificil , e quando cheguei, o chievo me proporcionou professor particular para facilitar. E sem contar que a culinaria italiana é maravilhosa. O único problema para adpataçao foi um pouco o frio do inverno rigoso.


Jefferson entre Leonardo e Careca


BrBase: E o futebol?

Jefferson: Em termos de futebol notei diferenças. Lá se pensa mais rápido e o futebol é mais tático. Muita força e a marcação era muito forte.



Nome: Jefferson De Souza Goncalves
Posição: volante
Clube por onde passou na base: Chievo (ita)
Data de nascimento: / /88